TEFÉ – CHEGADA

SEGUNDA-FEIRA – QUINTO DIA

Hoje não acordamos cedo — o vôo para Tefé  só parte às 2 da tarde. Temos tempo para tomar o café da manhã com calma, fazer o check-out e dirigir sem pressa até o aeroporto, onde devolveremos o carro.amazonia

Pouco antes de embarcar comecei a procurar o  teco-teco que nos levaria até lá, mas minha fantasia aventureira foi por água abaixo quando vi que estavam nos encaminhando para um moderno avião a jato. Bastaria ter feito as contas para saber que não daria para percorrer 500 km em 1 hora num teco-teco. “Burro! Em que mundo você vive?”

De qualquer maneira será um prazer (e que orgulho!) voar num jato Embraer!

O tempo sobre a Amazônia continuava fechado, com nuvens muito baixas. Uma pena porque eu teria ficado grudado na janela admirando aquela imensidão verde. Mesmo assim, volta e meia surgia uma brecha entre as nuvens e podíamos nos maravilhar com a extensa paisagem verde cortada pelas águas marrons.

O aeroporto de Tefé é minúsculo. Parece um posto avançado na selva — e é mesmo!  Nem imagino as dificuldades para se implantar esse aeroporto ali, nos primórdios. Este Brasil é grande demais!!!!

Acostumado com aeroportos grandes, ri comigo mesmo ao ver o “baggage claim”, o local onde se pegam as malas. Não havia esteiras, nem necessidade delas, é claro. Dois ou três rapazes fortes simplesmente traziam as malas e as punham na bancada à nossa frente.

No “salão” de desembarque eu já havia notado um sujeito alto, com cara de gringo e uma moça com uma mochila do tamanho dela. “Será que vão para o mesmo lugar que nós?”, pensei.

O pessoal da pousada Uacari já estava nos esperando e nos conduziu à caminhonete, não só a nós como também ao gringo e à moça da mochila grande.  Formava-se assim o grupo de hóspedes.

No trajeto até o cais passamos pelo centro de Tefé e me impressiono com a quantidade de motorcicletas. Fico sabendo que a fonte principal de renda dos habitantes é o trabalho na Prefeitura e o serviço de moto-táxis.Tefe

A cena do cais foi pitoresca! Gaiolas e mais gaiolas embarcando e desembarcando gente, colchões, vasos sanitários, sacas e mais sacas de sei lá o quê, aquela água preta do rio, a pontezinha de tábuas para se chegar até as voadeiras, as canoas motorizadas, o boteco sobre palafitas tocando música regional aos berros… Traçando um paralelo mal feito, me senti num filme de faroeste.  Para quem estava de passagem por ali como eu,  achei muito legal!

O guia Danilo nos recebe no deck e cada um do grupo se apresenta. “Somos só nós quatro”, pergunto? É, somos apenas nós dois do Rio, o Kevin dos EUA e a Lorena, que é mexicana mas está morando em São Paulo. Enquanto a voadeira termina de ser preparada tiramos fotos, filmamos e conversamos.  A navegação até a pousada deverá durar cerca de uma hora.


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