POUSADA UACARI #3

QUARTA-FEIRA – SÉTIMO DIA

Na manhã do terceiro dia saímos em canoas a remo para tentarmos avistar o macaco Uacari que dá nome à pousada. Apesar da pelagem quase branca é muito difícil de se avistar, mesmo sem barulho de motor.

Uacari (Wikipedia – uso não comercial autorizado)

 

Eu e Constance  fomos em uma canoa enquanto o Kevin e a Lorena foram em outra. Vimos poucos animais, e nem sinal do macaco branco. Já os sortudos da outra canoa conseguiram avistá-lo.

 

Eu disse que “vimos” poucos animais, mas “ouvimos” muitos! A determinada altura dentro da mata pareceu que tínhamos entrado em um corredor, pois o som que os macacos guariba faziam tornou-se extremamente alto (e assustador). Parecia que o King Kong estava com raiva de alguma coisa. Ouvíamos aquele ronco assustador mas não víamos nada. Interessante é que na pousada a Constance já tinha reparado num som constante que vinha da selva, como um silvo, como o ruído de uma turbina de avião e não sabíamos o que era. Até que nos explicaram que eram os macacos Guariba (“Howler monkeys”), ou Bugios. (Vide  item “Videos” no índice.)

Guariba (Wikipedia – uso não comercial autorizado)

 

 

Após o almoço descansamos ao som da chuva, que só passou depois das 4 da tarde.

 

O tempo começou a limpar e lá pelas 17h saímos para o passeio da tarde. Desta vez vamos até o lago Mamirauá, que fica mais no interior da reserva.  Deveremos levar uma hora de lancha.

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A luz amarelada do entardecer deixava  a paisagem ainda mais linda. Paramos para ver macaquinhos se alimentando numa árvore.

 

Após mais um tempo de navegação estacionamos junto a uma “ilha” de plantas aquáticas bem perto da floresta e fizemos um lanche enquanto o sol se punha, lá pelas 19:30h. E pensar que nesta estação da cheia o nível da água pode chegar a 15 metros de profundidade em certos trechos.

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O reflexo das nuvens, do sol e da mata nas águas lisas do lago compunha uma paisagem
deslumbrante. Uma das cenas mais lindas que já vi.

 

 

 

 

 

 

 

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Ao escurecer saímos à procura de jacarés. O guia ia na proa iluminando as margens com um refletor muito potente. É fácil identificá-los de longe pelo brilho laranja dos olhos, mesmo boiando entre o capim flutuante. Infelizmente só vimos dois filhotes no caminho de volta. Já bem junto da pousada avistamos um jacaré maiorzinho, que permitiu que nos aproximássemos, mas não demorou muito se assustou e afundou bruscamente. Para quem quer ver jacarés grandes (até 5 metros) é melhor vir na estação seca.

 

Era noite de lua cheia mas o céu estava nublado; mesmo assim havia claridade suficiente para projetar as sombras da floresta na água enquanto o meio do rio ficava iluminado.

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Já na pousada, quando íamos para o quarto no mais absoluto breu, levei uma “morcegada” no rosto. Problemas de radar, certamente. É como se alguém te desse um tapa no escuro sem você esperar. Um susto nada agradável.


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