MANAUS

QUINTA-FEIRA – PRIMEIRO DIA

Pegamos um vôo diurno direto Rio-Manaus. Já sobre o Amazonas  contemplamos aquele “mar” verde, cortado por labirintos de rios e igarapés de água pardacenta. Praticamente não se vê estradas. Para quem nunca tinha estado ali, aquela imensidão impressiona um bocado.

 

Chegamos à tarde e atrasamos o relógio em uma hora. Só na segunda de manhã voaremos para Tefé.  Temos três dias para conhecer Manaus e arredores.

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SEXTA-FEIRA – SEGUNDO DIA

Não gostamos nem um pouco de excursões e grupos grandes mas achamos prático fazer o “city tour” no ônibus vermelho de dois andares. Assim teremos um panorama geral da cidade já no primeiro dia. O ônibus sai de um ponto junto ao teatro Amazonas, roda pelo Centro, vai até a praia da Ponta Negra, no Rio Negro, atravessa o rio pela bela ponte, inaugurada há pouco tempo, e retorna para o Centro. Vamos lá.

 

Igrejas e mais igrejas…

 

O bairro Ponta Negra é uma espécie de Barra da Tijuca dos marauaras.

Praia da Ponta Negra com a nova ponte estaiada ao fundo

Praia da Ponta Negra com a nova ponte estaiada ao fundo

 

O passeio valeu a pena. Aprendemos um pouquinho sobre as origens da cidade, suas construções e personagens históricos. Aliás, com exceção dos prédios históricos, achamos a cidade muito feia.

Ainda temos a tarde inteira pela frente.  Vamos tentar ver o encontro das água e o que mais for possível. É claro que no hotel já haviam nos oferecido este e outros passeios, com agências que se encarregavam de tudo, mas que por outro lado podem tomar o dia todo ao incluírem atrações que não nos interessam e almoços onde não desejamos comer. Vamos por conta própria. Caminhamos até o cais e lá alguém nos recomenda só contratar o passeio com barqueiros credenciados. Quem são? “Ah, eles ficam debaixo daquela mangueira.” De fato, debaixo da mangueira já havia um sujeito com cara de credenciado  à espera de turistas (ele mostrou a carteirinha). Preço e condições acertados, pacote personalizado, fiz questão de perguntar se poderia cair na água e ele me disse que por ele não havia problema. Lá vamos nós dois e o piloto da voadeira.

 

Vamos descendo o rio Negro (as águas são pretas mesmo), passando por gaiolas de todos os tamanhos, e em menos de uma hora de navegação encontramos as águas barrentas do Solimões. A separação é nítida! Estamos num rio bi-color!  Antes de embarcarmos eu disse ao piloto que queria dar um mergulho, mas na hora “H” ele começou a me botar medo, contando estórias de peixes gigantes e vorazes, de humanos semi-deglutidos ou que desapareceram para sempre naquelas águas escuras. Bem, meu entusiasmo diminuiu bastante, mas mergulhei assim mesmo, afinal seria uma experiência única. Na verdade, me parece que o perigo ali não é o pirarucu assassino, mas a correnteza. Como não estava fraca, nadei só um pouquinho bem perto do barco, ora passando da água escura e incrivelmente morna do Negro para a barrenta e fria do Solimões, ora fazendo o contrário. Muito legal.

 

Dali seguimos para a atração seguinte: uma casa sobre palafitas onde uma mulher e duas crianças mantêm como reféns um filhote de jacaré, outro de preguiça, uma jibóia e uma sucuri, só para os turistas tirarem fotos e ela ganhar uns trocados. As cobras ficavam dentro de caixas e não quiseram destampá-las para que não fugissem. Um embuste, ora bolas!

 

Por fim vamos a uma ilha onde há um restaurante para turistas e uma pontezinha de madeira que dá num lago repleto de vitórias-régias. No percurso macacos vêm ao nosso encontro à procura de um lanche fácil. A patroa, que tem trauma de primatas, dá meia-volta e me deixa à mercê dos símios. Sigo sozinho até o lago, tiro fotos e na volta termino de distribuir pedaços da última banana que trouxe comigo.

 

Em seguida enveredamos por alguns igarapés e passamos por dentro da floresta alagada, mal vendo o céu. Muito legal! Aliás, fizemos bem em ir de voadeira, porque os barcos maiores que levam montes de turistas não conseguem entrar nestes cursos estreitos.

 

De volta ao cais, ainda estamos no meio da tarde, mas não teremos tempo para visitar nenhum museu. Decidimos caminhar pelo Centro, abrindo caminho naquele mar de camelôs — nunca tinha visto tantos concentrados numa área tão grande. As barraquinhas vendem desde frutas das mais estranhas até acessórios para celulares e eletrônicos em geral, passando por lingeries para todos os gostos e um grande sortimento de CDs e DVDs piratas. Interessante conhecer frutas tão diferentes das que estamos acostumados a ver no Rio. Aliás, quando entramos numa casa de sucos para aliviar o calor tivemos que pedir ajuda ao balconista para sabermos o que estávamos pedindo. E é claro que a tapioca não pode faltar em nenhum lanche ou refeição nestas paragens.

 

Fim de tarde junto ao teatro Amazonas, nos sentamos na praça para planejar o dia seguinte, com ajuda do guia 4 Rodas, de nossas pesquisas prévias, do santo iPad e da maravilhosa internet. Estamos satisfeitos; o primeiro dia ficou bem recheado.

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